Passo 3: Escreva Histórias de Usuário
Histórias de usuário (user stories) transformam escopo em comportamento testável. O formato é simples:
Como [usuário], eu quero [ação], para que [benefício].
Para o rastreador de livros:
- Como leitor, eu quero adicionar um livro por título e autor, para que eu possa começar a acompanhá-lo.
- Como leitor, eu quero marcar um livro como terminado, para que eu possa ver meu progresso.
- Como leitor, eu quero avaliar um livro terminado de 1 a 5 estrelas, para que eu lembre do que gostei.
Cada história é uma unidade que você pode construir e verificar de forma independente. Se você não consegue imaginar como testaria uma história clicando pelo app, ela está vaga demais — divida-a ou reescreva-a.
A cláusula "para que" é a parte que as pessoas deixam de lado, e é a mais importante. "Como leitor, eu quero uma caixa de busca" diz à IA o quê construir, mas não por quê, então ela não consegue fazer boas escolhas de compromisso. "Como leitor, eu quero encontrar um livro na minha lista digitando parte do título, para que eu não precise rolar por dezenas de itens" diz a ela o trabalho de fato — e agora um simples filtro-enquanto-digita pode superar um mecanismo de busca pesado. O benefício é a spec da spec: ele explica o recurso bem o suficiente para que a IA (e o você do futuro) consiga distinguir uma boa implementação de uma errada.