Quando Deixar Rodar vs. Direcionar Manualmente
A decisão de deixar um agente rodar sem supervisão se resume a três perguntas — uma checklist que você percorre antes de sair de perto.
- Raio de impacto. Se algo der errado, quanto se quebra? Uma passada de formatação pelo código todo tem um raio de impacto pequeno. Uma migração de banco de dados ou uma mudança na lógica de autenticação tem um raio grande. Quanto maior o raio, mais você deve direcionar na mão.
- Reversibilidade. Dá para desfazer barato? Um trabalho feito em uma nova, com a árvore de trabalho limpa, é reversível —
git restore .e some. Um trabalho que apaga dados, envia e-mails, cobra cartões ou publica em produção não é. Nunca deixe um agente rodar sem supervisão sobre nada que você não possa desfazer. - Verificabilidade. Dá para saber se o resultado está certo? Se "pronto" significa uma suíte de testes verde ou uma página que visivelmente funciona, você consegue verificar em segundos e um agente é uma ótima escolha. Se "pronto" depende de julgamento sutil — contas de dinheiro, regras de segurança, condições de corrida (race conditions) — você não consegue travar isso numa checagem rápida, então fica por perto.
Uma forma simples de combinar as três: deixe rodar quando o trabalho for reversível e o resultado for barato de verificar; direcione na mão quando não for. Traga a regra do capítulo sobre construir funcionalidades — quanto maior o raio de impacto, menor o passo — e some a sua irmã: quanto maior o raio de impacto, mais curta a coleira.