Deixando a IA dirigir (enquanto você continua no comando)
Aqui vai a parte libertadora: você não precisa decorar nenhum desses comandos. Você pode dizer à IA "faça o disso com uma mensagem sensata" ou "crie uma para o novo recurso e mude para ela", e ela vai rodar os comandos certos. Essa é uma forma perfeitamente boa de trabalhar.
A pegadinha — e é a mesma pegadinha do resto deste livro — é que você continua responsável por entender o que ela fez, mesmo que não tenha digitado. O caminho do meio que realmente funciona:
- Deixe a IA rodar os comandos, mas peça para ela te explicar o que cada um faz em português simples nas primeiras vezes.
- Leia o diff você mesmo antes de qualquer commit. Isso não é negociável. É assim que você pega a IA apagando algo que não deveria.
- Faça commits com frequência, em pedaços pequenos. Muitos pontos de salvamento pequenos são melhores que um gigante, porque rebobinar fica preciso em vez de tudo-ou-nada.
- Crie uma branch antes de qualquer coisa grande. Diga à IA para criar uma branch antes de uma reescrita importante, para que a
mainpermaneça segura. - Quando um comando parecer destrutivo (qualquer coisa com
reset --hard, force-push, ou apagar branches), pergunte "o que exatamente isso faz?" antes de aprová-lo.
Você é o tech lead. A IA é sua colega de equipe rápida, capaz e ocasionalmente imprudente. é o processo que impede essa colega de causar dano real. Aprenda o suficiente para dirigi-la com confiança, e você nunca mais vai temer o botão "reescreva tudo" — porque você sempre terá um caminho de volta.